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Adoração Eucarística

É preciso educar os cristãos à adoração eucarística, diz Papa


Rádio Vaticano


Bento XVI recebeu em audiência na manhã de hoje, 13, no Vaticano, os participantes da plenária da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos após três dias de encontro sobre a adoração eucarística.

O Santo Padre ressaltou que "as comunidades cristãs precisam fundamentar sempre mais a sua fé na Eucaristia e a prática da adoração eucarística é a estrada litúrgica por excelência para atingir tal objetivo".

O Papa sublinhou que a Eucaristia existe desde as origens da Igreja e graças a ela "a Igreja vive e cresce continuamente". A Eucaristia é uma infinita fonte de graça e uma "incomparável ocasião tanto para a santificação da humanidade em Cristo quanto para a glória de Deus", disse o Santo Padre.

Para explicar a importância deste mistério da fé, Bento XVI recorreu a uma seqüência de citações extraídas do Magistério do Concílio Vaticano II e de seus predecessores. "Nós devemos reconhecer que a Eucaristia é um precioso tesouro, tanto na celebração da Missa quanto no culto das sagradas espécies", disse o Papa. Culto que desde sempre a Igreja realizou por meio da adoração eucarística.

"Na Eucaristia a adoração deve se tornar união: união com o Senhor vivo e com o seu Corpo Místico. Como eu disse aos jovens na Esplanada de Marienfeld, em Colônia, durante a Santa Missa por ocasião do XX Dia Mundial da Juventude, em 21 de agosto de 2005: "Deus não está somente diante de nós como o Totalmente Outro. Ele está dentro de nós, e nós estamos Nele", frisou o Santo Padre.

Presença de Jesus na Eucaristia

O Santo Padre apreciou a reflexão realizada durante a plenária em relação aos meios litúrgicos e pastorais que a Igreja de nosso tempo deve utilizar para promover a fé na presença real do Senhor na Eucaristia.

"Na Eucaristia se vive a transformação fundamental da violência em amor, da morte em vida; ela arrasta consigo as outras transformações. O pão e vinho se tornam o Corpo e o Sangue de Cristo que são dados a nós a fim de que sejamos transformados", ressaltou o Papa.

A prática da adoração eucarística necessita renovar-se e "isto pode acontecer somente por meio de um maior conhecimento do mistério e da fidelidade à tradição, a fim de incrementar a vida litúrgica de nossas comunidades", disse o Santo Padre. É importante também dar particular atenção à formação dos seminaristas e aproveitar o Tempo da Quaresma, período privilegiado de estágio espiritual:

"Recordando três práticas penitenciais muito queridas da tradição bíblica e cristã, a oração, a caridade e o jejum, nos encorajamos reciprocamente a redescobrir e a viver com renovado fervor o jejum não somente como prática ascética, mas também como preparação à eucaristia e como arma espiritual para lutar contra todo o pecado. Este período intenso de vida litúrgica nos ajuda a afastar tudo aquilo que distrai o espírito e a intensificar aquilo que nutre a alma, abrindo-a ao amor a Deus e ao próximo", concluiu o Pontífice. 

Amar a minha pequenez e a minha pobreza

Amar a minha pequenez e a minha pobreza 

.: Ouça esta homilia na íntegra


Hoje posso dizer a ela "Ave cheia de graça, bem aventurada, bendita!" 

Foi assim que o anjo chamou Maria, chamou-a pelo nome. Em Gênesis, Deus falou à serpente que colocaria inimizade entre ela e a Mulher, entre a descendência da serpente e a da Mulher. O anjo disse a ela que para Deus nada é impossível e Maria deu o seu sim. Ela ainda era uma menina, Imaculada, pura e por isso pôde dizer "eis aqui a escrava do Senhor". Ela esperava um Salvador como todos esperavam, mas nunca imaginara que Ele viesse dela. Era grande demais para ela, mas Deus a escolheu. 
Como isso aconteceu já que era tão pequena? Porque para Deus nada é impossível. Deus faz as grandes coisas através dos pequenos. É do pequeno e do humilde que Ele manifesta a sua glória. 

"O que agrada a Deus em minha pequena alma, é que eu ame a minha pequenez e minha pobreza. É a esperança cega que tenho em sua misericórdia".

Para os orgulhosos é difícil acolher sua pequenez e assumir que é pequeno. Por isso assuma-se e ame-se. O que agrada a Deus, o que dá liberdade para Ele agir é: 
primeiro; ser pequeno, pobre e humilde; 
segundo; aceitar, assumir que sou pequeno.

Sou uma "poeirinha", mas Deus olha para mim, põe os olhos em mim, como disse Maria. E isso acontece porque sou pequeno. Aceito, assumo e amo a minha pequenez. Maria nunca quis ser grande, por isso o Senhor olhou para Ela. 


Meus irmãos, é daí que vêm as grandes datas. Quem era João XXIII? Ele que só queria ser um pároco de Igreja, viver uma vida de simplicidade, ele sabia que era pequeno. Mas Deus pôs seus olhos nele. Ele foi eleito Papa e como Maria deu o seu sim. Que maravilha Deus fez através dele, que foi chamado de "Papa bom", porque sabia que era pequeno e também sabia que ali era inspiração de Deus. 
Deus pode fazer coisas grandiosas nas pessoas que assumem seu nada. 

Lembro que no início de meu sacerdócio, no começo de janeiro, Dom Antônio Miranda me chamou e disse "esse documento [Evangelli Nuntiandi] é muito sério, precisamos colocar em ação, comece como os jovens". Eu vi nas palavras de Dom Antônio inspiração, mas ele não parou por aí. Ele foi me falando que "os batizados não são evangelizados. Faça alguma coisa!" Me senti pequeno diante de algo tão grande. Comecei com os jovens. Começamos os encontros com os Catecumenatos, e depois desafiei os jovens a darem um ano de sua vida a Deus. Doze jovens começaram comigo a experiência de largar tudo para ser só de Deus e evangelizar. Mas, alguém que estava sentada em sua cadeira disse que era muito sério, pois não seria só um ano, mas daria sua vida toda a Deus. 

A única dos doze que começaram comigo que ficou até hoje foi a Luzia. É uma história de dois que tiveram a graça de, assim como Maria, assumir o seu nada. Lembro que a Luzia quando se confessou comigo só chorava mais que confessava. Naquele momento, ela assumiu sua pequenez. Faz 30 anos que o Papa Paulo VI assinou o documento que gerou a Canção Nova. E digo aos meus filhos de comunidade "o segredo, meu filho, é assumir sua pequenez. Se nós tivéssemos amado ainda mais nosso nada Deus teria feito ainda muito mais, mas mesmo assim Deus fez em nós maravilhas. É por isso que a Canção Nova existe". 

Assim também Deus fez com o padre Gilberto, que já faleceu, da Fraternidade Javé Salvador, Deus realizou muito através dele, de sua pequenez. "Deus faz quando assumimos que somos pequenos e pobres". 

"O que agrada a Deus, em minha pequena alma, é que eu ame a minha pequenez e minha pobreza. É a esperança cega que tenho em sua misericórdia".

Para Deus nada é impossível, o segredo esta aí. Em qualquer coisa da Igreja é necessário aceitar e assumir a nossa pequenez e pobreza.Louvemos a Deus que faz o impossível naqueles que reconhecem a sua pequenez. 

Transcrição: Manoela Almeida
Fotos: Natalino Ueda

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Monsenhor Jonas Abib 
pejonas@cancaonova.com

Curados para adorar

Curados para adorar 

Os santos padres, que são aqueles que vieram logo depois dos apóstolos, diziam que o mesmo Jesus que age na Eucaristia, age também na Palavra. Por isso nós pedimos: “Cura-me Senhor porque sei que Tu está na Palavra”.

Curados para adorar, adorar para ser curado. “Sim Senhor eu quero ser curado para te adorar, somente a Ti, e servir somente a ti para ser curado”.

"Tendo Jesus navegado outra vez para a margem oposta, de novo afluiu a ele uma grande multidão. Ele se achava à beira do mar, quando um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo, se apresentou e, à sua vista, lançou-se-lhe aos pés, rogando-lhe com insistência: Minha filhinha está nas últimas. Vem, impõe-lhe as mãos para que se salve e viva. Jesus foi com ele e grande multidão o seguia, comprimindo-o. Ora, havia ali uma mulher que já por doze anos padecia de um fluxo de sangue. Sofrera muito nas mãos de vários médicos, gastando tudo o que possuía, sem achar nenhum alívio; pelo contrário, piorava cada vez mais. Tendo ela ouvido falar de Jesus, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-lhe no manto. Dizia ela consigo: Se tocar, ainda que seja na orla do seu manto, estarei curada. Ora, no mesmo instante se lhe estancou a fonte de sangue, e ela teve a sensação de estar curada"(Evangelho de São Marcos 5,21ss).

'A solução dos nossos problemas está em Nosso Senhor'
Foto: Flávio Costa
Lançou-se aos pés, e isso quer dizer prostrar-se aos pés, ele sentiu a areia da margem daquele lago .Aquele homem estava diante de um impossível, era a sua filhinha que estava doente.

Aqui também um outro caso, uma mulher que estava doente a doze anos, que já tinha gastado tudo o que tinha. Tendo ouvido falar de Jesus, ela não o conhecia, e este não é o seu caso, você tem muito mais conhecimento de Jesus do que aquela mulher, então apresente o seu impossível a Ele.

Imagine aquela mulher com uma menstruação crônica, e na cabeça dos judeus uma mulher assim para eles era uma mulher impura, e ela também não podia tocar nas pessoas, na mentalidade deles uma pessoa impura também estava afastada de Deus. Quando alguém está doente, ou em pecado Deus não se afasta, muito pelo contrário ele persegue, assim como faz com a ovelha perdida. Na mentalidade deles aquela mulher estava rejeitada por Deus e a culpa era da mulher. Agora imagine o sentimento daquela mulher de se sentir rejeitada e ainda mais, culpada.

É o Senhor quem te diz hoje, porque eu sou apenas o transmissor. Seja o que for que você tenha feito, e que tem feito você se sentir culpada, que te faz ter vergonha de Deus, se sentir rejeitada por Deus, não é verdade, porque Ele não rejeita você. Então coloque agora aos pés de Jesus este sentimento.
' Senhor eu quero ser curado para te adorar somente a Ti'
Foto: Flávio Costa
Veja, a fé daquela mulher que apenas tinha ouvido falar de Jesus. Meu irmão, hoje o Senhor quer levantar a sua fé. Talvez você foi se acostumando, talvez você já não crê mais, e aí está o desastre. A grande cura que o Senhor quer fazer é a cura da sua fé.

Esta Palavra que nós estamos lendo está fazendo efeito, está acontecendo lá com aquela mulher e aqui está acontecendo em você. Meus irmãos ela nem tocou em Jesus, ela tocou na orla do seu manto. 

Veja Jesus está tocando você, está tocando na sua doença, ou naquela pessoa que você está pedindo por ela. Então toque Jesus, e creia que Jesus está te tocando. Enquanto a mulher contava a Jesus a sua história, chegou alguém com a notícia de que a filha de Jairo tinha morrido. Imagine o que se passou no coração de Jairo. Mas ouvindo Jesus a notícia, Ele diz: “Não temas, crê somente!”

Jesus precisava se desvencilhar daquela multidão e depois Ele precisa apenas de pessoas de fé perto d'Ele. A noticia foi clara, mas havia a voz de Jesus que dizia: “Não temas, crê somente!”.Meus irmãos neste momento Jairo não podia ouvir a voz da lógica, que era a voz das pessoas que lhe tinham dito, “Não incomodes mais o mestre, volte para casa”. Mas havia uma outra voz que era a Palavra de Jesus, e aí está o importante. É claro que nas questões humanas nós temos que ouvir a lógica, mas nas questões de fé não podemos ouvir a palavra da lógica. É o momento de ouvir, de guardar, deixar que a Palavra de Jesus faça o seu efeito. 

Imagine esta cena, Jesus pegou na mão da menina e disse: “ Talita cumi!” e a menina imediatamente se levantou e se pôs a caminhar. Embora dentro de Jairo se passasse tantas coisas, mas a voz de Jesus ressoava dentro dele e ele acreditou.

Transcrição e adaptação: Célia Grego




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Monsenhor Jonas Abib 
pejonas@cancaonova.com

Penitência? Para quê?


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Penitência? Para quê?

Começamos bem este tempo, mas depois parece que fica tão difícil

Não comer carne, não tomar refrigerante, chocolate nem pensar e não abusar das mensagens do celular. Vídeo game só daqui a 40 dias! Mas do que vale tudo isso?

Será que não estou me privando de coisas tão boas que não têm nada de mau?

Poxa! Ao me preparar para viver esta Quaresma vejo que, às vezes, erro pensando que esse é um tempo de privação!

Não!

Mas é de buscar o sentido que falta!

Vejo que, muitas vezes, começamos bem esse tempo, mas depois parece que fica tão difícil...

Lembro-me dos anos que fiz penitência de não beber refrigerante. Nossa! A quantidade de festas que fui... e lá estando... quem eu encontrava?

Ele – o refrigerante!

Bebia e pronto.

Vejo que propósito eu tinha, o que me faltava era a motivação, e esta faltava, pois faltava o sentido!

E assim a Quaresma se tornou um tempo chato para mim!

Mas hoje vejo que a finalidade do tempo quaresmal é de preparação: se preparar!

Preparar para quê?

Para a Misericórdia de Deus!

E essa preparação consiste em receber o dom de Sua misericórdia — dom que recebemos à medida que abrimos o coração para Ele, lançando fora o que não pode conviver com a misericórdia.

Hoje vivo diferente minha Quaresma!

Em minha casa temos uma penitência comum a todos! Pois, enquanto casa, temos uma parcela de misericórdia que a nós está reservada.

Eu e minha namorada temos uma prática de oração comum neste tempo que nos prepara! Pois junto a ela quero e tenho reservado uma parcela da misericórdia!

Vejo que assim vou colocando sentido em cada prática e em cada penitência! E porque encontrei sentido, tenho motivação e se tenho motivação, vou a cada dia estando mais "de boa" para viver em todas as esferas de minha vida o tempo de preparar!

Lendo sobre o significado de conversão encontrei: "Processo através do qual as emoções se transformam em manifestações físicas".

Sair das emoções e partir para ações! Isso gera sentido. Isso abre espaço para misericórdia!

Então, mais que deixar de fazer isso ou aquilo! Por que você não faz isso?

Faça! Faça com sua família, faça com seus amigos, faça com sua (seu) namorada (o)!

A Quaresma então é para todos!

"Tamu junto"


Adriano Gonçalves
adriano@geracaophn.com

Radicalidade nos desejos e sentimentos


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Radicalidade nos desejos e sentimentos

Amor não é só sentimento

Partimos, agora, para a radicalidade nos desejos, que, muitas vezes, nos enganam e nos levam à perdição. Na sua profundidade os desejos não são pecados, mas podem se tornar um grande meio para que eles ocorram. Desejos significam: vontade de possuir ou de gozar; anseio, aspiração, entre outros, e estão ligados ao agir humano, pois revelam o mais profundo do homem. Desvelam o homem e expõem a sua intimidade, aquilo que, muitas vezes, está oculto no mais profundo do seu ser.

Todos nós temos desejos por alguma coisa, nossa vida gira em volta de alguns desejos que temos. Quem não deseja ser feliz ou fazer o outro feliz? Isso já está dentro de cada um, mas os nossos desejos foram feridos pelo pecado e passamos a entregá-los à ação do mal. Quando nos entregamos aos maus desejos e às paixões desordenadas caímos no pecado, pois o desejo do mundo presente é a nossa perdição. O maior desejo do demônio é nos ver no inferno, longe da graça de Deus.

Veja se dentro de você existem somente desejos para o bem e para a pureza. Geralmente, queremos aquilo que o nosso corpo deseja ou vai satisfazer os prazeres carnais. “A carne, em seus desejos, opõe-se ao Espírito e o Espírito à carne; entre eles há antagonismo; por isso não fazeis o que quereis” (Gl 5, 17). Por isso, não podemos seguir os desejos de nossa carne.

Precisamos ter somente desejos por Deus e pelas coisas do alto. Inclinando os nossos desejos para o alto e buscar a Deus. Não nos deixemos ser seduzidos pelos desejos humanos nem ser influenciados pelos outros. Canalizemos tudo para o Senhor. Desejemos o céu.

O amor deve ser o desejo maior do nosso coração: “O amor causa o desejo do bem ausente e a esperança de consegui-lo” (Catecismo da Igreja Católica – CIC, n. 1765). Desejamos o mal e aquilo que nos leva para longe do Senhor porque ainda não experimentamos o amor de Deus em nossas vidas, que é capaz de preencher toda solidão e ausência de desejo pelo bem. “ […] A graça desvia o coração dos homens da ambição e da inveja e o inicia no desejo do Sumo Bem; instrui-o nos desejos do Espírito Santo que sacia sempre o coração do homem” (CIC n. 2541).

Há dentro de cada ser humano o desejo de buscar a Deus e a bem-aventurança. “As bem-aventuranças respondem ao desejo natural de felicidade. Este desejo é de origem divina: Deus o colocou no coração do homem a fim de atraí-lo a si, pois só Ele pode satisfazê-lo” (CIC n. 1718).

Cabe a nós purificar os nossos desejos de toda impureza e somente buscar o desejo de Deus para a nossa vida, que é a nossa santificação. Isso não quer dizer que todos os nossos desejos sejam maus, mas é necessário purificar os [desejos] que nos afastam de Deus e que não nos levam à santidade. Quando desejamos algo precisamos ver se isso está de acordo com a vontade divina para então realizá-lo.

Da mesma forma, os sentimentos, muitas vezes, nos enganam e nos levam a nos perdermos neles. Pois o sentir não é pecado, mas o consentir. Não podemos confundir amor com sentimentos. O amor não é só sentimento, mas adesão e iniciativa. O sentimento pode ser consequência das emoções. E é preciso radicalidade nos desejos e sentimentos que são traiçoeiros e enganadores, pois vêm de maneira rápida e desaparecem de repente.

O sentimento é sensibilidade e nos tornamos sensíveis de acordo com determinadas situações. É um estado de espírito. E não podemos usar de sentimentos no nosso relacionamento com Deus. O nosso relacionamento com o Senhor precisa ser concreto e radical, não viver de sentimentalismo. Purifiquemos os nossos sentimentos de toda impureza.

Pe. Reinaldo Cazumbá
padrereinaldo@cancaonova.com

Insatisfação, frustração ou carência


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Insatisfação, frustração ou carência

Justificativas que levam ao prazer desenfreado


Se pararmos diante dos noticiários veiculados pela TV, certamente iremos deparar com inúmeros acontecimentos tristes envolvendo a nossa juventude. Nesse momento, cabe aí um olhar de espanto, de medo, que apresenta uma visão deficiente acerca do entendimento para esclarecer procedimentos tão animalescos; ao mesmo tempo, irresponsáveis, imaturos, agressivos e preocupantes, considerando que os jovens de hoje serão os homens e mulheres de amanhã.

O que esperar dos nossos jovens? O que esperar de pais tão permissivos, despreparados para educar, frágeis diante da notícia desagradável de que perderam um filho por overdose; que perderam um filho por acidente automobilístico devido à embriaguez; que perderam um filho assassinado devido a acertos de conta de drogas? Que perderam um filho violentado sexualmente ou que simplesmente o perderam por conta da ausência, da falta de tempo, da falta de atenção, de forma que, ao não encontrar nada disso em casa, saiu à procura e foi encontrado pela morte prematura, que choca, entristece, questiona, causa até mesmo cobrança interior pelos pais: “Onde foi que eu errei? Por que isso foi acontecer logo com o meu filho?” E agora, Sr. José? E agora, Sr. Manuel? E agora, Dona Marta? E agora, pais e mães?

O momento requer reflexão, precisamos repensar o porquê de tantas vidas ceifadas prematuramente. É preciso, sim, buscar na família a causa e a solução para esse problema. A insatisfação, a frustração e a carência afetiva justificam, hoje, a grande busca dos jovens pelo prazer desenfreado, a ponto de, a bordo de um navio, esquecerem-se dos limites que regem a vida saudável de um ser humano e viverem o desequilíbrio através da prática do sexo, do consumo de bebidas e drogas, tudo para buscarem a falsa felicidade, o carinho que muitas vezes foi substituído por coisas, futilidades, vaidades. Com a idéia de que em alto-mar vale tudo, até mesmo se afogar na promiscuidade deixando que as insatisfações, frustrações e as carências sejam levadas pela correnteza dos "embalos" e das "orgias". O que importa é experimentar outro, outra e mais outro e mais outra, sem maiores preocupações.

É o hoje vivido de forma errônea, que certamente apresentará os seus reflexos e consequências, seja através de uma morte prematura, seja através de uma doença sexualmente transmissível ou de outras doenças que o excesso de álcool e drogas causa à saúde humana, ou ainda de uma gravidez indesejada, de um aborto provocado pela pílula do dia seguinte e de mais sabor amargo na vida: a sensação de mais uma vez ter sido apenas usado (a). Até quando, atônitos, vamos assistir passivamente a tudo isso?

Mesmo que a nossa juventude esteja a bordo de navios que poderão levá-los e não mais trazê-los em terra firme, é preciso que nós pais ofereçamos a eles o equilíbrio próprio de quem está solidificado nos valores morais e cristãos. Sem essa formação, como que pisando em areia movediça, nossos filhos vão afundar no mar das ilusões, machucando-se, morrendo e matando a esperança de uma nova civilização.

Irani Florêncio Balduino da Silva
iraniflorencio@bol.com.br - Com. Canção Nova

A arte da convivência familiar!


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A arte da convivência familiar!

Alguém único e irrepetível foi confiado a mim

Inspirado em algumas leituras e meditações feitas no dia a dia pastoral, passando por diversas comunidades, resolvi colocar em síntese algumas ideias, que vejo como importantes como reflexão para o enriquecimento da vida conjugal e familiar. Em primeiro lugar, é importante ter consciência de que o casamento é o encontro de duas pessoas que são diferentes, que se amam porque diferentes, e que permanecerão diferentes. Um se abre ao outro com suas diferenças, para enriquecer a vida e a história do outro.

Tem gente que passa a vida inteira querendo que o seu cônjuge seja como ele (a). Na convivência existem alguns pormenores que fazem a diferença. Existe um sinal inconfundível entre os que se amam de verdade: a dedicação de um ao outro. Alguém único e irrepetível foi confiado a mim. A esta pessoa devo dedicar minha vida, meus esforços, meu ser. Partilharemos um destino em comum, formaremos uma família, um tem de produzir vida no outro para que a plenitude da vida aconteça em seu lar. Existem atitudes que se tornam como que combustíveis do amor, alimentam-no e o fazem crescer. Estas se traduzem nas palavras, nos afetos e nas delicadezas. Um carinho a mais, uma atenção maior em determinados momentos, um gesto de delicadeza.

Tudo isso conta e muito! Já o inimigo principal do amor é o egoísmo. Uma pessoa centrada em si, individualista, que só pensa nos seus afazeres e satisfações, impossibilita a felicidade dos outros e, por tabela, se torna infeliz. Nossa vida é um chamado à comunhão e não ao isolamento. Fazer aos outros felizes é dever de todos.

Outras duas palavras que não poderão faltar na arte de amar são paciência e perdão!

A convivência humana exige isso.

Nós somos mistério para nós mesmos, como conhecer o outro sem restrições?

Surpreendemo-nos com nossos pensamentos e ações. Todos estamos em busca de um equilíbrio perfeito. Mas, isso não quer dizer que as imperfeições estejam superadas. A paciência é sinal de força e poder. Esperar diante de toda desesperança é sinal de sabedoria. Além disso, ser misericordioso é carregar em si o distintivo do discípulo de Cristo. Não perdoar é, como dizem por aí, "beber veneno achando que o outro é que vai morrer"! Como bem diz uma canção: "O lar é um lugar de se viver e dialogar".

Não tenho dúvida de que o casal é o lugar do Amor no mundo, e se é o lugar do Amor, é o lugar de Deus!

Precisamos honrar isso na prática de nossa vida, para a transformação de nossa história. Queridos casais, queridas famílias, estas palavras nascem do meu coração de pastor.

Desejo muito que o amor seja visto em cada lar de nossas paróquias.

Que Maria, Mãe do Divino Amor, interceda por nós!

Pe. Rinaldo R. Rezende é assessor diocesano da Pastoral Familiar e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida.

Pe.Rinaldo Roberto de Rezende
Pároco da Catedral de São Dimas - S. José dos Campos - SP

Mulher: dom e tarefa


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Mulher: dom e tarefa

Reconhecer quem somos é viver de acordo com a nobreza da vocação

Quem recebe um dom, recebe também a tarefa de cuidar dele e de fazê-lo frutificar. É natural que seja assim. Quando recebemos um vaso com flores, precisamos cultivá-lo para que continue florido.

Da mesma forma, um filho que nasce traz alegria ao lar, mas precisa de cuidados para crescer e tornar-se homem.

Ser mulher é um dom, uma escolha de Deus, que não diminui nem exalta a vocação humana, mas, justamente por ser dom, traz em si a tarefa de corresponder à missão que lhe é confiada.

O saudoso Papa João Paulo II, em sua Carta às Mulheres, diz que pelo simples fato de sermos mulheres, com a percepção que é própria da feminilidade, enriquecemos a compreensão do mundo e contribuímos para a verdade plena das relações humanas.

Enriquecer a compreensão do mundo e contribuir para a verdade das relações humanas é uma tarefa possível para a mulher que acolhe o dom recebido do Criador.

Acredito que a feminilidade, colocada a serviço do mundo, dá um sentido mais suave às realidades duras que a humanidade inevitavelmente enfrenta. Pois é próprio da mulher gerar vida, harmonia e beleza onde está. Também diz do seu instinto amenizar a dor, incentivar, dar conselhos, acolher e lutar por aquilo que acredita. E isso diz da sua natureza, é dom do Criador.

A meu ver, não há como igualar o dom e a tarefa da mulher com o dom e a tarefa do homem, são realidades profundamente distintas e igualmente enriquecedoras para o desenvolvimento sadio da sociedade, mas uma não substitui nem se iguala à outra.

Reconhecer e assumir essa realidade já é um grande passo para a realização plena de cada um como pessoa criada e amada por Deus. Essa atitude gera gratidão – e quanto mais gratos nos sentimos, tanto mais podemos colaborar com o projeto de Deus, tanto em nossa vida, como na vida dos outros.

Acredito que a gratidão expressa pode ser um bálsamo para aliviar muitas dores. João Paulo II, que sempre exaltou a dignidade da pessoa humana, expressou seu reconhecimento e gratidão às mulheres de todo mundo, na sua carta escrita e publicada em 1995. Suas palavras revelam o dom e apontam a nobre tarefa feminina; parece-me oportuno revê-las:

“Obrigado a ti, mulher-mãe, que te fazes ventre do ser humano na alegria e no sofrimento de uma experiência única, que te torna o sorriso de Deus pela criatura que é dada à luz, que te faz guia dos seus primeiros passos, amparo do seu crescimento, ponto de referência por todo o caminho da vida.

Obrigado a ti, mulher-esposa, que unes irrevogavelmente o teu destino ao de um homem, numa relação de recíproco dom, ao serviço da comunhão e da vida.

Obrigado a ti, mulher-filha e mulher-irmã, que levas ao núcleo familiar, e depois à inteira vida social, as riquezas da tua sensibilidade, da tua intuição, da tua generosidade e da tua constância.

Obrigado a ti, mulher-trabalhadora, empenhada em todos os âmbitos da vida social, econômica, cultural, artística, política, pela contribuição indispensável que dás à elaboração de uma cultura capaz de conjugar razão e sentimento a uma concepção da vida sempre aberta ao sentido do mistério.”

Reconhecer quem realmente somos e viver de acordo com a nobreza da vocação que recebemos pode ser a forma mais original de celebrar o dom e a tarefa de ser mulher.

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Dijanira Silva
dijanira@geracaophn.com
Missionária da Comunidade Canção Nova, em Fátima, Portugal Trabalha na Rádio CN FM 103.7 

Sexo frágil, conquistas heroicas


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Sexo frágil, conquistas heroicas

Mulheres percebem melhor o que há de bom nas pessoas


Última obra da criação, primeira na arte de compreender pela via do amor.

Um dia para nos lembrar das suas lutas e o resto do ano para nos mostrar como ser melhores. A força da mulher está nos ensinamentos de vida e nos exemplos de superação.

Foi de uma condição inferiorizada, de opressão e discriminação, que a mulher partiu para conquistar o direito de ser pessoa. Mas ainda estamos longe de lhe dar seu verdadeiro valor. Nossa sociedade ainda sofre com uma mentalidade machista e retrógrada. Pensamento que pode prejudicar todo o avanço do ser humano na direção de encontrar harmonia entre os sexos – desde os vários ambientes onde antes era comum a presença maciça dos homens, como em empresas, escritórios e cargos de comando, até em nossas casas –, já que também aí há uma participação mais ativa da mulher, que ajuda a prover a manutenção do lar.

O homem tem seu instinto caçador e pode sentir-se ameaçado quando subordinado a uma mulher ou quando está sendo alcançado por ela. Seja direta, em casa ou no trabalho, ou indiretamente pelos meios sociais, mídia e indústria específicos ao público feminino. Eles podem sentir que sua supremacia está sendo perdida. Isso gera competição e comparações, que em nada contribuem para que ambos os sexos alcancem realização de vida.

Cabe a cada um discernir suas características específicas e agir, buscar a felicidade a partir desses pontos, somando forças e buscando união. Trazer para perto aquele que é diferente resulta em completar, preencher, transbordar de plenitude o outro que era inteiro só em si.

Gostaria de me dirigir mais especificamente às mulheres dizendo-lhes que os traços mais belos do ser feminino estão na percepção, na sensibilidade e na capacidade de amar. Características próprias delas. A mulher lê nas entrelinhas dos fatos, devolvendo-os sob a ótica do amor muito mais facilmente. Eis os alicerces de tantas conquistas e as vias de outras futuras.

Conquiste seu espaço sendo feminina! Seja mestra em amar. Que seus argumentos sejam em atitudes de amor, decida-se por amar da forma que lhe é própria. Família, marido, namorado, pai, chefe, companheiros de trabalho. Ensine os homens que hoje convivem com você que o amor sempre vence.

Sua sensibilidade, percepção e carinho despertam a atenção dos homens, mostrando-lhes que as coisas podem ser realizadas de forma diferente. Acredite neles. Quando eles têm o incentivo de uma mulher, vão mais longe. Mulheres possuem um sentido apurado em perceber o que há de bom nas pessoas.

Na Sagrada Escritura temos muitos exemplos de mulheres que lutaram e venceram, que ensinaram e transformaram a vida de homens pela docilidade vinda do amor.

Suzana: convicção de sua inocência e fidelidade a Deus e ao marido.

Rute: não desamparou a sogra, Noemi, por isso conheceu aquele que tinha direito de resgatá-la e ser seu futuro esposo.

Ester: rainha de Assuero, rei que foi induzido a exterminar o povo judeu. Essa personagem, por sua conduta agradável ao esposo, convenceu-o de que isso seria injusto.

E finalmente Maria: esposa de São José e mãe de Jesus, exemplo de disponibilidade ao plano de Deus, foi companheira, amiga, mãe e é nossa intercessora junto de Deus, sua conduta foi determinante no plano de salvação para os homens e é espelho para toda mulher.

Parabéns, mulher, pelo seu dia!

Só temos a lhes agradecer pelo que já aprendemos de vocês e por quanto ainda aprenderemos em lhes dar o que realmente lhes é de direito; serem femininas e amar.

Deus as abençoe.

Sandro Ap. Arquejada
sandroarq@geracaophn.com

Amor nunca morre


É triste ver a quantidade de casais (casados) que se separam em tão pouco tempo de convivência. Não há mais tempo para um conhecimento mútuo e depois do casamento, do morar sob o mesmo teto, dormir na mesma cama é que se começa a conhecer pouco a pouco com quem verdadeiramente a pessoa se uniu. 

Perguntando a um casal recentemente, eles me diziam que se separaram porque o amor entre eles morreu. Na mesma hora lembrei-me de uma canção do querido Pe. Zezinho scj, cujo título é "Amor nunca morre". 

Creio que se cada casal de namorados vivesse bem o tempo do seu namoro, procurando conhecer mais os projetos, as opiniões um do outro, aí sim haveria a possibilidade de serem felizes. 

Ao começar o meu relacionamento, na primeira fase (conhecimento), decidimos ser bons amigos, pois acredito que somente de uma grande amizade é que poderá surgir um grande amor. O mais gostoso de tudo nesse período de amizade é que passamos a conhecer a alma um do outro e discernimos que estávamos prontos para dar um passo rumo ao namoro que neste mês completa um ano. 

Se porventura o nosso namoro chegasse a acabar, tenho certeza de que estaríamos maduros o suficiente para olharmos no olho um do outro, decidirmos isso e seguirmos como bons amigos, pois foi isso que nos propomos antes de empreender o namoro. Mas, como isso não tem acontecido, quero aproveitar melhor esse tempo para mergulhar mais nesse amor e fazê-la feliz a cada dia de nosso eterno conhecimento, pois a cada dia somos surpreendidos com novidades um do outro. Mas o que notamos são relacionamentos que se acabam e o ódio que se instala nos corações dos que até então trocavam juras de amor. 

Por isso, posso afirmar que ainda há tempo pra você que ainda não casou, construa uma amizade verdadeira com a pessoa que você ama, partilhe suas idéias, conversem, não joguem fora o tempo de vocês, preocupando-se apenas com beijos e abraços, que fazem parte, mas não são o principal de um relacionamento. 

E pra você que já deu o passo e de repente se vê com o amor em crise. Também existe solução para vocês, a partir do momento que sentarem e discutirem a relação conjugal como adultos e não aos berros como crianças birrentas. Existe ainda a oportunidade de reafirmar os valores da amizade que fez surgir esse relacionamento. Reconquiste valores que estão em vocês. 

Não sou um exemplo de relacionamento, infelizmente, até porque também tudo isso que falei, é uma etapa inicial de um relacionamento que estou vivendo, mas tenho em minha vida casais que são modelo e que traçaram com seu testemunho um bom caminho pra seguir e olhando para eles e para o que eles enfrentam e mesmo assim permanecem firmes é que vejo o quanto as palavras do Pe. Zezinho se fazem vivas como nunca, por isso agora deixarei que a própria canção, a própria letra nos fale, leia, vale a pena: 

amor nunca morre

Padre Zezinho


Amor que é amor nunca morre 
M
e disse um amigo 
Pra sempre eu guardei a lembrança 
Do que ele falou 
vendo os problemas do mundo 
Eu pensava comigo 
É 
gente que errou na procura 
E se decepcionou 

E sempre que eu me interrogava 
Era a mesma resposta 
Amor que é amor nunca morre 
Eu tornava a dizer 
E em noites sem nuvens 
Me vi conteplando as estrelas 
E ao vê-las brilhar novamente 
É que eu pude entender 

Amor que é amor nunca morre 
Mas pode este de fato se dar 
Que as nuvens escuras do tempo 
Por tempo sem fim,não o deixem brilhar 

Amor que é amor nunca morre 
Este amigo repete 
Concordo e não vou contestar 
Que não tenha razão 
Mas penso também que esse amor 
Que hoje ganha as manchetes 
É mais egoísmo que amor 
É loucura, é paixão 

E sempre eu vejo 
Ao redor essa facilidade 
De gente que pede outra chance 
Outro amor,outro lar 
Eu penso nas flores mirradas 
Daqueles canteiros 
Que algum jardineiro esqueceu 
Ou não quis cultivar 

Amor que é amor nunca morre 
Mas pode também suceder 
Que assim como certas roseiras 
Que não se cultiva não chegue a crescer 

Amor que é amor nunca morre 
Mas pode também suceder 
Que a falta de quem o cultive 
Ele viva pequeno e não chegue a crescer

Click AQUI e escute o Pe. Zezinho cantando 

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TNB